sábado, 2 de abril de 2011
Não sei se foi uma decisão inteligente fazer esse blog. Reli coisas que escrevi pra você, mexi numa ferida que parecia estar cicatrizada.. É, não estava! E hoje, do nada - ou nem tão "do nada" assim, já que eu mesma "me fiz" lembrar de você - me bateu saudade. Deu vontade de conversar com você, de saber da sua vida. Senti falta de te ouvir procurar palavras pra definir alguma coisa, de completar as suas frases e te ouvi dizer "É bem isso mesmo". Ao mesmo tempo que a gente se entendia, dava pra sentir no ar a tensão, o medo de se envolver demais e acabar sofrendo. Quem sabe foi por isso que, aos poucos, fomos parando de brincar com palavras, com promessas, com propostas. O que começou romântico e meigo, migrou pruma coisa mais direta, pruma sensação antecipada de perda. Era como se nós dois estivéssemos prevendo que a despedida doeria muito se os sentimentos ficassem mais fortes, e a única solução foi erguer um muro - não tão alto que não pudéssemos nos ver e não tão baixo que pudéssemos nos abraçar totalmente. Engraçado como eu ainda sinto que teria dado certo, mesmo que por pouco tempo(ou isso é considerado "não dar certo"?). Você me levou por outro caminho - antes totalmente desconhecido pra mim - e eu gostei, muito. Me mostrou uma nova forma de viver e encarar a vida. É, a saudade veio. Espero que ela não demore a passar, porque te bombardear com um "Eu sinto a sua falta" já seria errado e, talvez, te afastaria ainda mais. Eu aceito que fique longe de onde eu possa te sentir, mas quero perto o suficiente pra que eu possa te ver ser feliz.
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